27 de março de 2017



entrei de férias logo depois do carnaval, mas devo voltar ao batente na próxima segunda todas chora. eventualmente uma coleguinha faz contato não solicitado manda notícias sobre o hospício trabalho. de acordo com o último boletim, dilma está de licença médica e deverá permanecer assim por um bom tempo. sinceramente, não sei se isso é bom ou ruim. ô gi, cê tá achando bom que ela tá doente? não, não é nada disso. espero que ela se recupere o quanto antes. a questão é: devem mandar um substituto. dilma torra a minha paciência e me enche de trabalho num nível que cês estão longe de imaginar, MAS, eu sei lidar com ela. de toda forma, até agora nenhuma definição sobre o substituto.

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apesar da ausência da chefe, foi aberta uma correição extraordinária para averiguar as razões dos atrasos nos processos. betsey trotwood, que não é minha chefe (infelizmente), mas é hierarquicamente superior a mim, me avisou que foi marcada uma reunião com a dona corregedora (que tem fama de rígida e brava) e pediu sugestões do que pode ser mudado para alavancar o serviço. tive vontade de responder que só trocando todo mundo da secretaria ou colocando o povo pra sentar a bunda na cadeira e efetivamente trabalhar ao invés de ficar de fofoca o tempo inteiro, mas, apenas sugeri a designação urgente de um substituto, a implementação dos despachos-mandados, das atas com força de ofício/mandado e a padronização de alguns documentos. controle dos pensamentos e da língua, estamos aprendendo a trabalhar.

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vou ter uma conversa séria amanhã. expor minhas razões e pedir desculpa pelo que acho que devo. escutar também, razões e desculpas. nem sempre tudo é preto no branco, como eu quero que seja. algumas vezes as duas partes têm razão. as vezes não tem como conciliar diferenças. mas talvez ainda exista uma razão pra continuar.

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voltei pra academia hoje. tem uns tipinhos de academia que são bem chatos, né? acho que vou fazer uma tag só para falar disso. não gosto de dividir aparelho, ainda mais quando se trata de algum que tem ser ajustado a minha altura (sou uma mini-pessoa de 1,50m). aí a pessoa tá toda suada e fica de cara feia e insistindo em saber quantas séries faltam para eu terminar e por qual motivo não quero revezar. migs, eu não preciso de motivos. e, sim, eu faço 4 séries na flexora horizontal, sendo que cada uma conta com 12 repetições unilateral e mais 15-12-10-8 bilateral. se minhas pernas não estão torneadas, a culpa não é minha!



despedida (será?)

até um dia, até talvez
até quem sabe
até você sem fantasia
sem mais saudade

agora a gente
tão de repente
nem mais se entende
nem mais pretende

seguir fingindo
seguir seguindo
agora vou pra onde for
sem mais você

sem me querer
sem mesmo ser
sem me entender
vou me esquecer

vou me perder
pela cidade
até um dia, até talvez
até quem sabe

(até quem sabe, nara leão)


6 de março de 2017


eu tô cansada. queria formatar minha vida e começar de novo. do zero. em outro lugar. outra família.


17 de fevereiro de 2017


pimenta no cu dos outros é refresco

emendei o fim de semana com três dias de folga do plantão e me mandei pra sampa. foi tão bom que já penso em voltar. ainda há tanto a conhecer!

escolhi a dedo os meus dias de folga para que coincidissem com os dias de audiência (que são os mais cansativos pra mim). antes do descanso, trabalhei enlouquecidamente nos processos digitais, tanto que não houve tempo para separar e preparar os processos físicos das audiências da semana. eis o diálogo com as coleguinhas de labuta diária quando do meu retorno:

- cê tem certeza que vai tirar férias em março?
- sim.
- mas cê quer mesmo esse mês? é que dá pra fazer requerimento pedindo o adiamento ou fracionamento.
- eu realmente quero março.
- mas não existe nenhuma possibilidade de fracionar em dois ou três períodos?
- não, eu vou tirar os 30 dias corridos. já tenho toda uma programação, até fechei hotel ontem.
- nossa, menina, é que isso aqui fica uma loucura sem você. tá impossível fazer audiência com dilma ~ codinome que usarei no blog para minha chefe, pois ela é a ca-ra da ex-presidenTA ~ as audiências começam as 8:30 e tem dias que ela só chega as 10, atrasa muito, tive que sair fora do horário de expediente! ela tá esquecendo tudo, faz a mesma pergunta várias vezes na frente das partes e advogados! tá horrível de lidar! e a dra. espinho? ~ também vou falar muito dela por aqui. é advogada pública. tem nome de flor, mas é puro espinho ~ meu deus, que mulher complicada, quer ganhar no grito! não sei como vou dar conta de passar um mês fazendo audiência. nesses dias em que fiquei lá não tive tempo nem de ir ao banheiro, beber água ou lanchar! e ainda tem os processos físicos pra movimentar e os digitais porque até hoje dilma não aprendeu a mexer no sistema. nem as senhas dela ela sabe!
- pois é, né? mas um mês passa rápido. 
- mas se você mudar de ideia sobre o mês ou sobre o fracionamento é só avisar!
- tá bom, obrigada!

o que a empatia forçada não faz, né amiguinhos?!


22 de janeiro de 2017


eu tenho pensado bastante em mudar de emprego. a minha insatisfação não é financeira, mas não fiquem aí pensando que eu sou a ryka, que ganho rios de dinheiro, fato é que não tenho problema para adequar os gastos pessoais com a remuneração, então tá tudo ok. eu gosto da minha área e do trabalho que faço, mas tem sido muito difícil fazer vista grossa pra tanta coisa que acho que poderia ser diferente. como não sou a gestora do setor, me resta apenas fazer a minha parte da melhor forma possível. e isso é tão, tão pequeno diante da estrutura toda. pequeno e muitas vezes inútil. exemplo: uma audiência não realizada em razão da falta de intimação de uma das partes. faço uma minuta de despacho redesignando o ato, determinando a intimação da criatura via carta precatória, a expedição de ofício para o empregador proceder ao desconto dos alimentos provisórios e mais um ofício cobrando a precatória anterior, sendo que a parte presente já fica intimada no ato para comparecer na próxima data (estamos em janeiro e nossa pauta já está para julho - sim, eu sei, é desesperador esperar tanto tempo por uma audiência). daqui há sete meses quando chegar a data aprazada, a parte que ficou intimada vai comparecer e provavelmente a audiência n-o-v-a-m-e-n-t-e não será realizada porque a meritíssima está respondendo por comarca diversa / a secretaria novamente não fez a carta precatória ou fez e não há resposta sobre o cumprimento / o ofício para desconto de alimentos provisórios e cobrança da precatória anterior também nunca foram feitos. mas, como eu disse: não posso fazer nada, além de outra minuta reiterando as determinações anteriores. ou posso parar o meu serviço para fazer o cumprimento e tentar garantir a realização da próxima sessão, sendo que esse não é o meu serviço, portanto, não tenho tempo suficiente para dar conta do meu e dos demais coleguinhas. e a vergonha na hora de encarar a parte presente e anunciar a nova data? ou explicar que o ofício não foi feito? isso me desgasta de uma forma que só eu sei como. 

para mudar de emprego eu teria que voltar a estudar para concurso. definir uma carreira e focar nisso. nem cogito a possibilidade de voltar a advogar. não vou mentir: é inevitável perder o ritmo depois que a gente já tem algo certo. e muito complicado conciliar as responsabilidades da "vida adulta" com um horário de estudos decente. quando prestei concurso para o meu cargo atual (analista), minha expectativa de rotina de trabalho era a seguinte: chegar no horário, me trancar numa salinha, me debruçar sobre os processos até o final do expediente (com intervalinhos para pipi e lanchinhos, porque ninguém é de ferro, né?!), e ao final ir para a minha casa aproveitar o resto do dia. 

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d

e
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fora a frustração descrita aí encima, tem a parte do relacionamento com a galerinha. um dia eu faço um post só para falar dos coleguinhas, colaboradores e superiores, bem do jeitinho do neutron hahah

eu tenho medo de que o tempo passe e que eu não consiga mudar o que quero mudar e me torne uma dessas pessoas eternamente frustradas. o fracasso amoroso eu já aceitei de boas, mas eu queria, ao menos, ser uma dessas pessoas felizes, plenas e realizadas no que diz respeito à vida profissional. 

alguém me dá um abracinho, please, tô precisando.


8 de janeiro de 2017


meu 2017 começa amanhã, que é quando retorno ao trabalho depois de três semanas de recesso. ah como eu amo o recesso! melhor que recesso só férias, que neste ano (em março) serão mais que especiais pela expectativa de conhecer recife e uma amiga linda que esse mundo dos blogs me presenteou. antes, em fevereiro, tem uma passadinha por são paulo. essa viagem deveria ser acompanhada por uma pessoa que ficou em 2016, mas não tenho nada a lamentar sobre essa ausência. confesso que por ser do interior e não ter o hábito de viajar, tô com um medinho de ir sozinha pra uma cidade tão grande. alguém quer me fazer companhia?

aliás, sobre 2016 o que tenho a dizer é que só não foi melhor porque eu não fiz por onde. acho que deixei a rotina me engolir, me paralisar. espero conseguir mudar isso. 

outro ponto relevante foram as amizades. finalmente consegui, sem dor, dizer não a relações em que não via um mínimo de reciprocidade. para 2017, como consequência, menos pessoas, mas a certeza da presença, do amor, do cuidado, do ombro de quem ficou. isso deve bastar. 

anotei na agenda alguns planos, tudo muito objetivo e alcançável, que é como tem que ser. um deles é escrever mais no blog. vamos ver como me saio... 

   

20 de julho de 2016

nossa, georgia, cê tá sumida, né? deve ser porque está seguindo a nova rotina direitinho, né? não, amiguinhos, a verdade é que continuo na mesma vagabundagem de sempre. eu tô de parabéns.